Cuidado com a desidratação em idosos no verão

A água é vital para o organismo humano. Ela é responsável pelo equilíbrio térmico do corpo, além de participar do transporte de nutrientes para as células através do sangue e promover a limpeza e a desintoxicação do organismo. Por isso, é preciso ficar atento à hidratação, principalmente durante os períodos mais quentes e secos do ano.


A causa mais normal é a pouca ingestão de líquidos, porém o quadro é mais grave quando há um fator associado como exposição ao sol, diarreia ou uso exagerado de diuréticos. O idoso pode ser considerado desidratado crônico, pois existe uma mudança proporcional na constituição do corpo com o envelhecimento, na qual há uma troca de massa magra (músculos e ossos) por massa gordurosa.


Nos idosos, a desidratação pode gerar um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins e constipação. Nos casos de desidratação grave, podem surgir outros problemas como queda de pressão arterial, perda de consciência e funções cognitivas, convulsões, coma, falência de órgãos e morte.


O diabetes não causa sede, mas quando está sem controle, com aumento dos níveis de glicose, o paciente fica com mais sede, e pode desidratar mais facilmente, em função da alteração da osmolaridade do sangue pela glicemia elevada. Nesses casos, é fundamental controlar a glicemia e promover a hidratação adequada.


Algumas recomendações para manter o corpo hidratado:

- Beba bastante líquido, pelo menos dois litros por dia;

- Use roupas leves;

- Não pratique exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;

- Consuma alimentos ricos em líquidos como frutas aquosas (melancia, melão e laranja), sopas ou gelatinas.

- Atenção com a higiene e a alimentação para evitar diarreia.